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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O rio e a poesia

Para escrever sobre amor, não se pensa, não se planeja. As palavras devem jorrar como corre o sangue do apaixonado. Apressado, voraz, quase irracional. Um rio selvagem que com o galopar da correnteza, se acalma. Manso, acaricia as margens, leva em suas águas os anos da vida. Já aserenado, cansado de correr, mais sábio é agora o amor que não tem pressa de chegar por já saber que a vida agora já fugiu dos atropelos, sã e salva nos sonhos de amar.

The Verve.Lucky Man

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ciclo Vital

Cada palavra, antes de ser escrita,
passa por minhas veias estreitas,
rasgam-nas. Sangro por dentro.
A dor me rasga. Morri.
Expelido o algoz em letras,
vejo minha hemorragia materializada
diante de mim. Versos.
Renasço em cada linha de morte.

O poeta se inquieta,
sofre e morre
para renascer no verso seguinte.

Pink Floyd.Have a Cigar

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Veneno

A realidade
sufocou a poesia
O poeta morre
quando nascem os fatos.
Pronto.
Acabou.

Zeca Baleiro.Versos Perdidos

Intrínseco

Não há mais
nem sangue, nem veias
nem grito, nem garganta
nem lágrimas, nem olhos
nem grito, nem alma.

Não há mais
nem vida, nem poesia.

Zeca Baleiro.Versos Perdidos

Reverência

A Poesia é qualquer coisa mágica
Quando passa não deixa rastro visível
Mas muda de tal forma o espírito do poeta
Que o fugaz se torna quase material
e o efêmero lhe toca a face.

Baden Powell e Vinícius de Moraes.Lamento de Exu